<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295</id><updated>2011-04-22T00:55:29.222-02:00</updated><title type='text'>nu com a minha musa</title><subtitle type='html'>by adalberto dos santos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295.post-7818963427800062555</id><published>2007-05-02T21:55:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T08:38:53.753-02:00</updated><title type='text'>Cristiano Cartaxo Jornalista - Por  Adalberto dos Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rjklh1BDbkI/AAAAAAAAAB8/75rhuUzVfPg/s1600-h/Poeta+Cristiano+Cartaxo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060116919424872002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" height="262" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rjklh1BDbkI/AAAAAAAAAB8/75rhuUzVfPg/s320/Poeta+Cristiano+Cartaxo.jpg" width="172" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cristiano Cartaxo é desses poucos poetas anônimos que todos um dia já ouviram falar. Refiro-me a todos no sentido de Cajazeiras e Paraíba, pelo menos. De algum modo, nas escolas de nossa cidade os professores já trataram de recitar em alguma oportunidade o mais famoso poema de Cristiano, “Minha Terra Natal é Cajazeiras”. Se não, é porque os tempos são outros, tempo sem memória nem poesia, mas no meu tempo, no meu tempo ainda se lia Cristiano Cartaxo na escola.&lt;br /&gt;Nascido em 07 de agosto de 1887, professor, farmacêutico e sonetista dos bons, Cristiano tinha a envergadura dos maiores cultores das métricas tradicionais, como a do decassílabo e do alexandrino maior. Postura típica da poesia dita clássica, o bardo de Cajazeiras era um poeta encantador, de versos que davam à poesia um sentido para lá de imemorial: porque nas linhas da sua corda lírica a poesia agia como verdadeira música. Seu fazer poético preferia a lapidação de estruturas rítmicas para a obtenção de efeitos sonoros para lá de sugestivos, em vez da construção de versos com estruturas secas que mal dizem o que têm para dizer pelo aperto próprio à expressão torpe da prosa mais mal acabada que existe. No quesito imagem, ele era criador de imagens tão raras quanto os melhores poetas de verve impressionista. Mas, e além de tudo, o poeta transpirava a emoção pela cadência do verso: seus poemas são um primor de musicalidade. Sem exageros, arrisco dizer que na Paraíba só há dois grandes poetas clássicos, no sentido técnico do termo: um é o Augusto dos Anjos, o outro, Cristiano Cartaxo. E podem me acusar de ufanismo, mas a poética de Cristiano respira quase todas as conotações do mundo clássico e é trespassada de um canto a outro pelo verso arejado dessa poesia.&lt;br /&gt;Não cheguei a conhecer Cristiano Cartaxo, nem o poeta, nem o professor, nem o farmacêutico. A imagem que não tenho dele é devida aos mais velhos da minha cidade. Sei quantas vezes ouvi alguém falar que quem passasse em frente a sua casa encontraria o poeta sentado numa cadeira observando os passantes no fim da tarde, lá pelos idos de 70. Cartaxo se acomodava timidamente no seu lugar e se, passando, alguém puxasse conversa, ele chamava para uma prosa, e haja desandar política, latim, francês, e muita, muita poesia. O poeta quando ficava só falava nos silêncios, e meditava às horas mortas do crepúsculo tudo o que em seguida se transformaria em rima e poesia.&lt;br /&gt;O poeta Francisco Dantas me disse uma vez que chegou a presenciar em suas vindas do Colégio Diocesano, como aluno, o poeta em sua luxuosa cadeira de fim de tarde no mormaço do sangradouro do açude velho, em sua Vila Isabel, residência onde construiu sua moradia para a criação dos filhos ao lado da sua musa, Isabel Sales Cartaxo, Dona Betinha. Na Vila Isabel, antes de morrer, Cristiano plantou árvores frutíferas a mais de ver, umbus, cajás, mangueiras, goiabeiras, oliveiras, tamarindeiros... No fim, ficaram as coisas pendentes, os poemas que não se fizeram e a musa inspiradora de sua poesia a penetrar a paixão pelo verso no coração do filho que se tornou poeta, Constantino, uma outra alma desse tamanho. Em frente a esta casa está a praça que hoje leva seu nome e onde foi erguido um busto com a lápide onde está escrito seu poema mais famoso, o nosso hino terral, a maravilha poética mais cara à cidade do Padre Rolim.&lt;br /&gt;Seu primeiro livro, Quarenta Sonetos (1957), foi publicado em honra à passagem de seus 70 anos, e logo em seguida republicado na antologia A Musa quase toda pelas impressoras da União Editora, com apresentação feita pelo ex-governador da Paraíba, Ivan Bichara, também grande intelectual e escritor cajazeirense. A Musa quase toda traz, além dos quarenta sonetos, uma reunião de outros poemas líricos que versam de temas de amor à terra Cajazeiras, à natureza e à religiosidade ao versejar sobre situações cotidianas em encontros de amigos ou na contemplação de cidades e lugares. Pena que o livro esteja em edição esgotada. E por isso, a meu ver, merece uma reedição urgente com notas e estudo crítico. Os poucos exemplares que se conhece fazem parte da coleção de uns poucos aficionados por história e literatura cajazeirense. O último exemplar que cheguei a ver estava na Biblioteca Pública Municipal Castro Pinto. Depois dessa vez, nunca mais vi, e isso a nada menos que há uns dez anos atrás.&lt;br /&gt;Bem, este é o cajazeirense que todos conhecem, o poeta. Mas há um outro Cristiano, um que ainda não foi publicado e que precisa ser urgentemente conhecido. Trata-se da produção em prosa de Cristiano Cartaxo que está dispersa pelos arquivos de historiadores e que é fruto de seu trabalho como jornalista na coluna que assinou em alguns órgãos de imprensa sob o título de “Cavacos de Casa”. Pelo que se sabe, Cristiano escreveu muitos artigos e crônicas para a imprensa cajazeirense e paraibana, mas, não se sabe por que, esses trabalhos continuam anônimos. Terá sido esquecimento da parte da família ou dos historiadores? Pode ser, as pessoas são muito esquecidas em Cajazeiras.&lt;br /&gt;Este ano tive acesso a algumas das crônicas e artigos do escritor cajazeirense, publicadas entre a década de 50 e 60 do século XX, e me vi diante do mais puro domínio da língua pátria e da mais esclarecida opinião sobre os fatos políticos, culturais e sociais de nosso lugar, como em nenhuma outra época já se fez na imprensa de Cajazeiras. Li seus artigos e crônicas com o mesmo entusiasmo com que li seus poemas em vários momentos de minha vida. Mas não li sem lembrar que ele era poeta, e por isso a cada linha observava a sutileza da linguagem do escritor, cheia de melindres de estilo que dá inveja aos melhores jornalistas.&lt;br /&gt;Farmacêutico era Cristiano, com larga experiência na medicina tradicional, dita prática em sua época, mas crítico leitor da realidade local, de modo tão atraente e divertido que há em sua prosa um quê delicioso de fluente inquietação com os problemas enfrentados pelos cajazeirenses pela metade do século XX. E tudo era assunto ao cronista: da criação de ruas à numeração das casas dos moradores, dos problemas com as estradas ao abandono de crianças sem escola que assaltavam muros e quintais, e que furtavam os cajazeirenses, “muitas vezes pelo prazer, já por vício adquerido que por tendências naturais”, como diz Cristiano.&lt;br /&gt;Depois de ler os textos do cajazeirense, fiquei querendo vê-los impresso. Um livrinho que apurasse a delicadeza do estilo jornalístico de Cristiano e introduzisse seus principais temas, apresentando as principais crônicas e artigos de “Cavacos de Casa”, viria em boa hora. Na verdade, queria os dois livros impressos: a Musa quase toda, reeditada, e este conjunto de artigos e crônicas para quem público soubesse quem foi e como atuava o jornalista Cristiano Cartaxo. Seria uma homenagem à altura de tão singela poesia e de tão grandioso jornalismo. Vejam lá, vocês donos de gráfica e editoras da Paraíba pequenina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35529295-7818963427800062555?l=nucomaminhamusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/7818963427800062555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35529295&amp;postID=7818963427800062555&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/7818963427800062555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/7818963427800062555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/2007/05/cristiano-cartaxo-jornalista-por.html' title='Cristiano Cartaxo Jornalista - Por  Adalberto dos Santos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rjklh1BDbkI/AAAAAAAAAB8/75rhuUzVfPg/s72-c/Poeta+Cristiano+Cartaxo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295.post-8965380912598695601</id><published>2007-04-11T18:21:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T08:38:53.863-02:00</updated><title type='text'>Padre Anselmo Duarte Rolim - por Adalberto dos Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rh1EAzWSgXI/AAAAAAAAABw/t-KMDCr3If8/s1600-h/Anselmo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052269137553949042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rh1EAzWSgXI/AAAAAAAAABw/t-KMDCr3If8/s320/Anselmo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em fase de finalização a pesquisa sobre o padre cajazeirense Anselmo Duarte Rolim, o Padre Anselmo, cuja história tentarei contar no livro O Padre e a Rua, que será lançado em breve. O Livro narra a trajetória do padre cajazeirense que peregrinou por várias cidades, de Manaus a Cajazeiras, e realizou um sacerdócio cheio de humor e peripécias. Em O Padre e a Rua também se historia, através de pequena e modesta narração, a Rua de Cajazeiras que homenageia o sacerdote.&lt;br /&gt;Famoso por sua conhecida irreverência e por histórias cômicas a ele associadas, Anselmo Duarte Rolim era muito querido pelo povo de Cajazeiras. No livro também haverá poemas do poeta e jornalista cajazeirense Linaldo Guedes e de Jocivan Pinheiro, além da reprodução de um artigo do historiador Deusdedit Leitão; artigo célebre tido como o primeiro texto sobre o padre publicado na imprensa cajazeirense, em 1957. O prefácio será assinado pelo professor e sociólogo Rozenval de Almeida, o Professor Estrela da Universidade Federal de Campina Grande.&lt;br /&gt;Há dois anos venho preparando os originais do livro. Mas creio que os méritos da obra não serão totalmente meus. O curioso trabalho sobre o Padre Anselmo foi realizado graças ao apoio de muita gente boa, espalhada por várias cidades da Paraíba. De João Pessoa a São José de Piranhas, muitos se empenharam na contribuição do apanhado de informações que conseguimos coletar sobre a vida do Padre Anselmo, sobrinho-neto do Padre Inácio de Souza Rolim.&lt;br /&gt;Desde já agradeço às pessoas dos vários Cartórios que visitei (entre elas, Dona Dolores, Wilton Pereira, Dona Verônica Macambira), aos párocos, religiosos e secretários de igrejas de todo o Alto Sertão, aos professores e historiadores pelas dicas de trabalho, e aos vários anônimos de todas as cidades, cujos depoimentos me ajudaram a remontar um pouco da vida e da obra de um dos mais importantes padres da história religiosa de Cajazeiras.&lt;br /&gt;No quesito Rua Padre Anselmo, torno pública a ajuda do Seu Francisco Barreto, Lú Barreto que, no livro, é a voz que conta a história do logradouro cajazeirenses através de uma memória afetiva bastante lúcida diante dos seus quase 90 anos. Em São José de Piranhas, outro exemplo de lucidez e afetividade com a história é a do Seu José Batista, amigo do Padre Anselmo, cuja entrevista nos deu importantes elementos para reescrever uma das principais fases da trajetória do religioso. Seu Batista tem, hoje, 99 anos. O livro é, nesse sentido, um escrevinhar de várias mãos. Minha função foi pôr o lápis para funcionar através da generosa contribuição dessas pessoas.&lt;br /&gt;Em tempo: 2008 será o ano do sesquicentenário do Padre Anselmo Duarte. Boa oportunidade para o aparecimento do livro e para o desenvolvimento de novas homenagens ao vulto cajazeirense que fez história nos sertões nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revista Caos Portátil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Ceará, recebo dois trabalhos na área de contos: a revista cearense de literatura Caos Portátil - Almanaque de Conto, em seu número 3, e o livro Dos valores do Inimigos, do escritor Pedro Salgueiro. A revista se destaca na divulgação do novo conto contemporâneo. Caos Portátil traz nomes como os dos escritores Artur Eduardo Benevides, Airton Monte, Carlos D’Alge, Raymundo Neto, Pedro Salgueiro, Virna Teixeira, Dimas Carvalho e Jorge Pieiro. A revista procura ser aberta aos novos autores, e divulga nomes menos conhecidos. É o caso do jornalista e romancista de Vida, paixão e morte de Etelvino Soares, o senhor Lustosa da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edições do Caos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Pedro Salgueiro edita a Revista Caos Portátil com o também escritor Jorge Pieiro. Juntos, os dois autores acabam de criar um novo selo editorial na capital cearense. Trata-se das Edição do Caos, que de saída acaba de lançar a reunião de crônicas chamada Fortaleza Voadora (de Pedro Salgueiro), o livro de contos Eu Vou Esquecer Você em Paris (de Carmélia Aragão) e uma coletânea de aforismo, Fragma (do escritor Cândido Rolim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romancista cajazeirense&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a revista cearense, o escritor Lustosa da Costa, 69, é de Cajazeiras, mas reside atualmente em Brasília. Jornalista, formado em Direito, Lustosa já publicou cerca de vinte livros. Seu romance, Vida, paixão e morte de Etelvino Soares, foi editado em Portugal. Perguntei a alguns artistas e jornalistas da cidade de Cajazeiras se eles conheciam de Lustosa da Costa. De minha parte, nao. Antes de ler a revista cearense, não tinha ouvido falar do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tese de doutorado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em pesquisa, o poeta Carlos Gildemar Pontes acaba de concluir sua tese de doutorado em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Paraíba. O trabalho investiga a condição do anão marginalizado em contos do escritor cearense Moreira Campos. Professor de literatura na UFCG em Cajazeiras, Gildemar é ensaísta e ficcionista, com livros publicados na área.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35529295-8965380912598695601?l=nucomaminhamusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/8965380912598695601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35529295&amp;postID=8965380912598695601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/8965380912598695601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/8965380912598695601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/2007/04/padre-anselmo-duarte-rolim-por.html' title='Padre Anselmo Duarte Rolim - por Adalberto dos Santos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rh1EAzWSgXI/AAAAAAAAABw/t-KMDCr3If8/s72-c/Anselmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295.post-1804173221854364658</id><published>2007-03-18T23:51:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T08:38:54.090-02:00</updated><title type='text'>Damião Pedro e os pífaros de São José - por Adalberto dos Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rf30wJDEqMI/AAAAAAAAABk/NLgVcKjxhDI/s1600-h/banda.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043456265624529090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rf30wJDEqMI/AAAAAAAAABk/NLgVcKjxhDI/s320/banda.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Damião Pedro e os pífaros de São José&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Adalberto dos Santos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naldinho ligou quase no fim da noite me chamando para um encontro com Seu Damião Pedro, líder da Banda de Pífaros São Sebastião do Sitio Antas 2, de São José de Piranhas. Nem esperei que ele perguntasse se eu aceitava; naquela hora mesmo (vinte três e trinta da noite) se ele quisesse subiríamos a serra para ver a banda de pífaros que toca para São José. Fui dormir logo, esperando a viagem, mas mal fechei os olhos e meu amigo chegou com sua bolsa a tiracolo e a moto envenenada para subir a montanha. Saímos às dez, e em menos de uma hora chegamos ao sítio de Damião Pedro. Seu Damião não estava em casa, havia saído para tocar numa missa em Cachoeira dos Índios, disse sua filha. Aguardássemos, fulano tinha vindo daquelas bandas agorinha e garantiu que a missa havia sido cancelada; em minutos o pai estaria de volta. E, de verdade, não demorou muito. Menos de dois minutos depois, a camionete D-20 apontava no alto da ladeira. De dentro do carro, Seu Damião abria um sorriso desse tamanho.&lt;br /&gt;Ao descer do carro, correu ao encontro do Naldinho e o abraçou com força: “Mas rapaz, olha quem tá aqui! Bem vindo, meu amigo velho!” E ao me olhar, perguntou confuso: “Esse aqui é aquele menino que viajou comigo, né?” Naldinho respondeu que não e eu fiquei nervoso por causa da confusão. Foi quando o pifeiro reconheceu e disse: “É não, é o outro. Ah, é o professor. Rapaz, bem vindo também, que satisfação!”&lt;br /&gt;Pronto, estávamos em casa. Para nossa alegria, hoje é a véspera da Festa de São José. Já estava preparando o gravador para começar uma entrevista com seu Damião, quando ele mandou que um dos seus filhos pegasse a moto do Naldinho e fosse buscar Antonio Matos lá na bodega de não sei quem que era para ensaiar os pífaros pra Festa de São José. “Diga a ele que venha pro ensaio e que Naldinho tá aqui com o professor.” O rapaz subiu na moto e saiu em disparada à procura do outro pifeiro. Em minutos, Antonio Matos descia da moto com um pífaro na mão. Logo mais chegava Chico Rafael, outro componente da banda. Os dois ficaram afinando os sopros. Nesse momento eu já estava entrevistando o pifeiro.&lt;br /&gt;Damião Pedro da Silva começou a tocar pífaro com 12 anos de idade, ainda na região cearense, onde, em contato com outras bandas aprendeu de ouvido centenas de melodias. A primeira foi uma marcha de estrada que ouviu do pifeiro Zé Braz, do Ceará. Segundo Seu Damião, essa marcha nunca lhe saiu da memória, mas foi a primeira, e a partir dela criou seu invejável repertório que inclui marchas, baião, choros, forrós, caborés, valsas, entre outros ritmos.&lt;br /&gt;Seu Damião começou a fazer a Festa de São José em 1970. A de amanhã será, portanto, a 37ª, e seus preparos já se iniciaram hoje, 18, porque amanhã o dia será cheio de atividades. “Já tem bem umas oito mulheres aqui”, ele disse, “cuidando de comida, matando galinha, porco, criação. Hoje elas emendam pela noite. Quando for duas horas da madrugada, aí elas vão pernoitar; e aí eu me alevanto e vou cuidar na minha luta também.” A luta do velho Damião é o preparo de sua famosa panela de munguzá, “de minha autoria mesmo”, informou, que o pifeiro prepara na madrugada do dia 19 “que é pra dar descanso às mulheres”. Segundo Seu Damião, são quatorze litros de milho dentro da panela, que no seu bojo tem o principal da iguaria sertaneja: diversos temperos, orelha de porco, toicim de porco, mocotó e fava branca.&lt;br /&gt;O pifeiro disse que o trabalho da véspera garante que já no início da manhã do dia 19 haja bastante comida para os convidados da festa. “Ah, meu amigo quando é de quatro pra cinco horas da manhã já tem comida aqui como diabo. Graças a Deus, eu nunca fiz uma festa aqui pra anoitecer e amanhecer e quando chegar o dia 20 eu olhar lá pra dentro e não ter mais comida. Amanhece o dia e as panelas estão tudo cheia, cheia de muita coisa que sobrou do outro dia. Graças a Deus!”&lt;br /&gt;Amanhã a festa começa às quatro e meia da manhã, com a alvorada, em frente à casa de Seu Damião. Aí a banda toca até cinco ou seis da manhã. Depois os músicos tomam o café e em seguida vão fazer as visitas às casas; percorrem uma a uma as casas do sítio. Em cada casa tocam e soltam fogos de artifício. Fazem essas visitas até o meio dia. Depois voltam para o almoço. À tarde começam os preparos para logo mais, à noite, quando acontecem as rezas. A partir das oito, nove horas, é a vez das rezadeiras e da comunidade se encontrarem para rezarem a Novena, onde são cantados os benditos em homenagem a São José. A banda também acompanha a Novena.&lt;br /&gt;Ao final da Novena, é a vez de os músicos entregarem os instrumentos a São José. Esse é o momento da “venda”, quando os pifeiros fazem o ritual de entrega da banda através de uma coreografia onde, sem parar de tocar, formam uma cruz, fazem em seguida um oito simbólico (que não sei exatamente por que) e, finalmente, ajoelham-se diante do santo. Depois da “venda”, os pifeiros tocam novos benditos e, para finalizar, são convidados pela comunidade para tocar o “profano”, as canções mais animadas que serão dançadas por todos até o final da noite.&lt;br /&gt;Na festa deste ano, segundo Seu Damião, não haverá “fogos grandes”. Ele explica por que: “Este ano eu não comprei fogos grandes porque eu tô arrodeado com quatro crianças novas. Tem mulher de dieta aqui nos vizinhos, e eu num quero assustar ninguém, Deus me livre! É arriscado uma mulher adoecer ou uma criança, né?”&lt;br /&gt;Quando acabei a entrevista, passamos à música. Na banda os tocadores: Damião Pedro e Antonio Matos, pifeiros, Mateus no bumba e Chico Rafael na caixa. Primeiro eles fizeram um improviso, tocando uma música atravessada em que uma melodia acompanhava outra e a marcação do bumba surdava os cantos dos pássaros que, no início da pifonia, calaram para ouvir a banda. Depois Antonio Matos lembrou de uma música tocada por seu pai, muito antigamente. Era a “Acauã”, que tem uma letra que começa assim: “Comadre, comadre Cuã, eu quero tomar café / a chaleira tá no fogo / e o café no Baturité”. Então emendaram com o canto da “Acauã”. Em seguida tocaram o “Capote”, um tema que, como a “Acauã”, procura imitar o canto da ave que diz “tô fraco, tô fraco”. E assim, da mesma forma os pífaros iam fazendo a imitação do bicho: Antonio Matos respondendo ao pífaro de Damião Pedro, e este ao daquele.&lt;br /&gt;Ao final do “Capote”, entraram com uma valsa. Isso mesmo, tão valsa como qualquer das que conhecemos no gênero clássico. Depois um baião, depois um baião rebatido, depois um caboré e depois um bendito. A penúltima música foi “A briga do cachorro com a onça”, com uma harmonia também muito interessante. Nessa música os pífaros fazem um contraponto especial: é uma música redonda, que lembra o movimento de luta e perseguição entre os dois bichos.&lt;br /&gt;Um minuto de silêncio para retomar o fôlego, e Seu Damião puxou, com impressionante maestria, uma nova marcha, chamada de “Sorriso da noite”. É uma marcha estradeira. Naldinho quis acompanhar os músicos pegando o bumba de Mateus, mas não conseguiu. “Que levada é essa, Damião?”, perguntou. Seu Damião riu e disse: “Que história de levada, Naldinho! É ritmo, rapaz”. E o Naldinho tentava, mas nada de acompanhar os outros instrumentos. Aí Damião soltou o pífaro e pediu o bumba. “Toca, Antonio Matos”, ordenou. E virando para o Naldinho, fez uma de quem estava ensinando algo muito importante (e estava): “É assim, homi: pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam, pam... Pancada furtada, rapaz! Olha o ritmo”. E fez a batida com o pé para que Naldinho entendesse e em seguida o acompanhasse. No mesmo instante Antonio Matos havia começado a melodia. A música era tão empolgante que também arrisquei acompanhar o ritmo, sacolejando a mão sobre o gravador, como se tocasse um pandeiro. Seu Damião meu olhou e sorriu, estava de acordo.&lt;br /&gt;Depois da aula de pancada furtada, sua senhora, a Dona Francisca José da Silva, ou Dona Bila, como a chama o bem humorado Damião Pedro, veio dizer que o almoço estava na mesa. Mas não era hora. Para mim, faltava uma música: o “Choro dos Índios”. Essa eles ainda não haviam tocado. Durante a pifonia, pedi mais de uma vez: “E o choro, Damião?!” Chico Rafael, o caixeiro, sorria; Damião fazia o mesmo, Antonio Matos e até o menino Mateus, neto de Damião Pedro, davam gargalhadas com a minha insistência. Só fui entender depois: ninguém lembrava a melodia.&lt;br /&gt;Tudo bem, fomos almoçar. Na mesa, os músicos pediram para que ficássemos até amanhã, dia da Festa de São José. Agradecemos muito, mas não ia dar, teríamos compromisso na segunda-feira. De repente, um tenso silêncio tomou conta da sala. Eu entendia: por conta de ter declinado do convite, mastigávamos nossa amizade, embora continuássemos unidos através da música; de todos, Damião era o mais decepcionado. Vendo aquele homem simples, fiquei pensando no que ele havia dito em certo momento da entrevista: “Dinheiro não me envolve, meus amigos, o que me envolve é o meu prazer com a minha banda. Se eu pudesse, todo dia, a todo o momento, eu tocava pras pessoas com a minha banda, com meus companheiros”.&lt;br /&gt;Quando o almoço acabou, nos preparamos para ir embora. Nos abraços de despedida, sentimos novamente os muitos protestos do velho pifeiro. Ah, mas não dava mesmo, Damião; não dava, Mateus, Antonio Matos, Chico Rafael, não dava, amigos. Por mais que quiséssemos não dava. Vocês lembraram o “Choro dos Índios”?! Lembraram nada, ficaram devendo. Ora, há dias em que a gente não pode atender os amigos! Em casa corri para escrever esta crônica. Aproveitei o ritmo das melodias dos pífaros de São José: matreiros como um capote, uma onça, um cachorro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35529295-1804173221854364658?l=nucomaminhamusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/1804173221854364658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35529295&amp;postID=1804173221854364658&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/1804173221854364658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/1804173221854364658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/2007/03/damio-pedro-e-os-pfaros-de-so-jos-por.html' title='Damião Pedro e os pífaros de São José - por Adalberto dos Santos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/Rf30wJDEqMI/AAAAAAAAABk/NLgVcKjxhDI/s72-c/banda.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295.post-7803291605594747184</id><published>2007-02-28T03:00:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T08:38:55.364-02:00</updated><title type='text'>Amar pelo sem fio - Por Adalberto dos Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/ReUMrLZjefI/AAAAAAAAABA/8PpwldK_KUc/s1600-h/pescoco+de+jari.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036445694217648626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" height="265" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/ReUMrLZjefI/AAAAAAAAABA/8PpwldK_KUc/s400/pescoco+de+jari.jpg" width="304" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Djavan se lamenta numa de suas canções pouco conhecidas, “Sem saber”, da falta de sentido da vida quando um sujeito está a léguas da pessoa amada. Ele diz: “A vida já é um absurdo, com você longe, muito mais. A estrada é ruim, oh! trânsito que não vai... Mas com a gente tudo ia em paz!” Parece um apaixonado sujeito de Internet que na hora mais sagrada da comunicação on line tem seu sistema interrompido pelos defeitos técnicos da Web. É o homem virtual, ou mulher virtual que hoje em dia ama pelo sem fio, sofre pelo sem fio, mas, e de verdade, ama.&lt;br /&gt;Estava até pensando em criar o Dia Internacional dos Amores Virtuais. Já é tempo, afinal temos motivos de sobra para fazê-lo. Não fosse o platonismo de toda relação amorosa, que só começa após a sensação de que o sujeito amado é uma irradiação de uma luz vinda de outro mundo, por isso eternamente próximo e inacessível, há esses novos meios de aproximação entre casais que virou moda no mundo tecnológico. Costumeiramente casais sem par se encontram facilmente nos novos meios de mídia, e a Internet, em especial, é o que mais tem possibilitado esses encontros. Sites e mais sites de relacionamento, sistemas de comunicação on line, salas de bate-papo sem fim: com um computador em casa, a Web te traz o mundo, e se der sorte, te põe aos pés, num clique, um tão sonhado amor.&lt;br /&gt;Nem o poeta Shakespeare imaginaria que os casais um dia pudessem estar tão próximos estando, assim, tão distantes. Se houvesse, a briga entre Capuleto e Montéquio não teria sentido: o enredo da peça shakesperiana seria outro. Os dois pombinhos marcariam a exata hora do encontro para fugirem ou continuariam a se encontrar logo ali na próxima esquina da Internet; não morreriam em Verona - que sufoco morrer sem amar! Mas, coitados, Romeu e Julieta não tiveram sorte, Shakespeare não conheceu os encontros virtuais. Os dois tiveram que morrer para o eterno amor universal: coisas da arte.&lt;br /&gt;O Dia Internacional dos Amores Virtuais seria uma ocasião em que todos os namorados, casos, paqueras ou flertes virtuais se reuniriam para festejar o desencontro. Sim, o amor celebrado à distância é um grande desencontro. Quem não pensasse assim não estaria na grande reunião, no grande encontro universal que de uma única vez traria todos os casais virtuais para se desencontrarem na celebração.&lt;br /&gt;Ali os amantes se dariam os mouses e, para efeito de pequenos gestos públicos de carinhos, trocariam mensagens instantâneas de amor em cliques silenciosos de teclado, como se labaredas de palavras fossem sussurradas ao pé do ouvido. Claro, pois haveria silêncio nesse dia. Mesmo com a webcam ligada, a linguagem serviria apenas para a sugestão e, escrevendo, quanto menos palavra se usasse, melhor. Nesse dia os amores virtuais se desencontrariam, e essa distância ainda mais alimentada pela vontade de fazer soar sons estranhos, não límpidos, quando a fala se atrapalha e não correm palavras dos lábios, esses sons estúpidos e sem melodias dos apaixonados, sem poder fazê-los, seria o seu único conforto. Nada do amor cortês, proibido ligar o microfone para qualquer palavra, nada do amor vibrato, a música perfeita seria o silêncio: no Dia Internacional dos Amores Virtuais a ordem seria amar inteiramente pelo sem fio, mas calmo e sossegado, de preferência na calada da noite.&lt;br /&gt;E se desse vontade de falar de assuntos leigos, que nem um nem outro sabe, mas que querem discutir? E se começassem as trocas de arquivos de músicas, fotos, arquivos de textos, emoticons, de códigos secretos? E se as histórias tolas que o outro conta surgissem de repente na tela, se o prazer de ouvir o riso, a gargalhada dele, dela, fosse mais forte? Você sabe que o amor virtual exige atitudes comuns do mesmo amor de quem ama perto, pegando, sentindo o carinho do outro, não sabe? Então, seria inútil um Dia Internacional dos Amores Virtuais? Talvez, sem as bobagens de amor, pagaria para ver as coisas darem certo...&lt;br /&gt;Ora, os sintomas do amor que os amantes desejam revelar serão sempre os mesmos, implique ou não o sem fio. Amar virtualmente, à distância, ou tendo o outro, a outra, cara a cara, de todo jeito é amor. Basta uma coisa: pergunta-se hoje se o coração dá pulos quando o telefone toca ou quando recebe um torpedo dele, dela, no celular. Se sim, então é amor.&lt;br /&gt;A propósito, encontrei numa crônica do Rubem Braga um desconsolo para os amantes virtuais; este não lhe dá resposta se você ama mas se queixa de amar pelo sem fio. Ao contrário, a idéia do cronista é oposta aos apaixonados virtuais, e ele diz “Não ameis a distancia”. Não é possível. Se isso pegar, te atropela, te acaba. Tenha certeza que os amantes querem estar perto, nunca distantes, e por conta do amor querem morrer, mas juntos... “Ao que ama o que lhe importa não é a luz nem o som, é a própria pessoa amada mesma, o seu vero cabelo, e o vero pêlo, o osso de seu joelho, sua terna e úmida massa carnal, o imediato calor; é o de hoje, o agora, o aqui - e isso não há.”&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, e minha musa - a que queria aqui perto, para sempre, e está longe. Só a webcam nos aproxima, e se a chuva não atrapalha ou se a conexão canalha não falha, morta de ciúme. Mas, estou nem aí. De todo modo, nem Shakespeare nem Rubem adivinhariam esses novos idílios. Nem Drummond que, se estivesse vivo, talvez mudasse os termos de um poema seu e dissesse: em plena era da Internet que pode uma criatura &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt; senão entre criaturas &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt; amar?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35529295-7803291605594747184?l=nucomaminhamusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/7803291605594747184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35529295&amp;postID=7803291605594747184&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/7803291605594747184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/7803291605594747184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/2007/02/amar-pelo-sem-fio-por-adalberto-dos.html' title='Amar pelo sem fio - Por Adalberto dos Santos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/ReUMrLZjefI/AAAAAAAAABA/8PpwldK_KUc/s72-c/pescoco+de+jari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295.post-7468451606952510986</id><published>2007-01-27T00:59:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T08:38:55.544-02:00</updated><title type='text'>ESSA FORÇA - Por Adalberto dos Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5024540854114961842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/RbrBSSD1ybI/AAAAAAAAAAM/_LeV-QZ-jTQ/s320/ALUNOS+MANOEL+MANGUEIRA+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Uma das canções do Caetano Veloso que mais me comovem é “Gente”, do disco Bicho, que Caetano nos deu em 1977. “Gente” é uma canção comovente porque fala de uma coisa muito pouco comum hoje em dia: fala de dignidade e de respeito humano. E Caetano faz isso numa simplicidade que chega a atingir as pessoas mais insensíveis às mensagens poéticas. Na canção o compositor responde a uma pergunta curiosa, que nem sempre fazemos: o que nos faz sentir o humano e valorizar nossa vida mesmo frente a coisas tão desagradáveis como, sei lá, a dor e o sofrimento da existência? De modo sutil, Caetano nos diz que há uma força misteriosa no existir e que essa força reforça a importância de ser gente.&lt;br /&gt;Sobre essa força já falaram muitos, e até de modo difícil, mas Caetano dá o tom certo a sua mensagem e nos aponta, entre o som e a palavra, que essa força é uma força viva, pulsante, alegre, visível até, porque se manifesta onde menos procuramos: no cotidiano mesmo, a cada segundo de vida. Acho linda a canção porque ela consegue desde o início trazer confiança a quem a ouve, confirmando que cada sujeito é gente e que se assim não se sente tem o dever de procurar ser e sentir.&lt;br /&gt;Para Caetano, ser gente é poder perguntar e responder, procurar e achar, querer e escolher, viver e amar, enfim, desejar ser feliz. Um movimento que o ser humano mais comum executa, pois de forma muito verdadeira ser humano é também ser gente. Ao longo da canção vemos o poeta perguntar: se você pode ser gente, por que não ser? E estimula modestamente: seja, meu irmão. É um desafio que a todos se impõe logo ao nascer, a destinação de todos, então seja. Ora, para além de bem e mal, Caetano dá um sentido místico a essa coisa da obrigação de você dever saber essa força que o faz “ser o bom”. Para o poeta, a vida é uma resistência, um protesto contra uma espécie de não-querer tornar-se o que já se é, de se realizar, de ser gente. Ele diz: qualquer pessoa, em qualquer lugar, em qualquer tempo “quer durar, quer crescer, quer luzir”.&lt;br /&gt;Luzir é fazer brilhar uma luz. Mas a luz da canção do Caetano não é a luz do sucesso, não é o brilho dos louros da vaidade que alguns esperam da vida. Na canção, a luz de ser gente traduz-se na alegria de viver a vida com dignidade, com respeito e achando-se digno e respeitado. Como numa outra canção do mesmo disco em que Caetano diz: “O certo é ser gente linda e dançar dançar dançar” (de Two Naira Fifty Kobo). Dançar é dar movimento à vida, de forma alegre, espontânea, viva. A dança cria um espaço eternamente renovado de prazer e de ao mesmo tempo lembrança e esquecimento, é um momento mágico onde ninguém, nem nós mesmos, sabemos por que somos tão felizes. Talvez porque em nós pulsa uma força, essa força que não devemos esquecer, que está em nós, para quem Caetano com uma sensibilidade profética apela: “Não, meu nego, não traia nunca essa força, não. Essa força que mora em seu coração”.&lt;br /&gt;Bonito. No fundo a letra de Caetano atinge os que faltam coragem para ir em frente. Quem é gente tem seguir em frente, sempre. Caetano diz aos homens o que eles precisam: você faz a vida funcionar, você não esqueça disso, você é importante, você merece tudo, você tem que lutar, não deixe a vida parar, não pare, procure ser gente linda, se a vida ficar ruim, não esqueça, você é “reflexo do esplendor”. Assim, ao final aprendemos que ao longo da vida nos esforçamos para garantir que a gente brilhe.&lt;br /&gt;         Acho que é isso que procuramos fazer quando ensinamos: garantir que a luz que há nas pessoas venha a luzir o mais honestamente possível. Afinal, quando você vem à escola você tem mil desejos: o maior entre eles, o mais especial é deixar que essa força ainda pouca em você brilhe pouco a pouco diante das novidades das descobertas. Cada momento vivido acende essa luz escondida e dá mais vida à força misteriosa que há em nós. Testemunhei isso muitas vezes na escola, mas num colégio em que quase todos os alunos (de horário noturno) tinham uma atividade empregatícia a desenvolver par a par com as responsabilidades da escola, fiquei ainda mais convencido de que essa força existe nos homens. Por essas e outras do cotidiano escolar, fiquei convicto de que estava trabalhando com gente de verdade, no sentido que antes expus através da canção do Caetano Veloso.&lt;br /&gt;Sempre me comoveu o fato de que eles trabalhavam e tinham que vir à escola depois do trabalho. Achava bonito essa coisa. Era muito bonito saber que as donas de casa viam à escola após um dia inteiro com os filhos, o marido e os outros de casa, cuidando deles, que é o mais importante; que as moças que trabalham nas lojas comerciais vinham; que os rapazes da construção civil e dos postos de moto-táxi vinham; os da empresa têxtil, da indústria, da feira, da roça, do hospital, enfim, de todos esses trabalhos, e daqueles que se parecem anônimos, mas não são porque seu resultado vem à vista no mais oculto do cotidiano, o trabalho das que fazem a casa ficar limpa e que emprestam seu carinho de mãe, tia, irmã aos filhos de outras pessoas. Isso era bonito mesmo. Era bonito e eu sabia que para eles e elas era duro, era uma coisa de quem sabia “essa força” a que Caetano se refere. Todos sabiam que ter trabalho era necessário, afinal gente também tem que comer, mesmo que ao fim do dia tenha que ir à escola, para saber, talvez para ajudar a ser feliz (?).&lt;br /&gt;Ah, tem uns aí que não sabem como é duro trabalhar. E na precisão de ter que fazer duas coisas, trabalhar e estudar, a dureza é ainda maior. Não sabem que às vezes é impossível conciliar dois mundos. Embora a vontade de aprender vá além da necessidade de saber (e gente quer saber!), a vida lá fora atrapalha a possibilidade de ir mais fundo nas experiências do ensino. Tendo o trabalho lá fora, o tempo fica corrido aqui dentro. Fica corrido demais, duma forma que quando na escola a gente precisa de tempo para contemplar e agir sobre as coisas, os ombros suportam com infinita amargura o peso de uma cabeça que não é uma, mas mil. É fardo demais: se não há “essa força” parece que gente não agüenta. Mas há, a força existe, e gente vem e consegue. Ela busca um tempinho extra e se não têm esse tempinho, ainda assim inventa, cria - à força de tudo e de todos. Aí, gente continua, mesmo que precise na outra escola lavar a roupa ou amassar o pão.&lt;br /&gt;Acho que se o Presidente me ouvisse, escreveria dizendo: Presidente, como disse Caetano, gente como essa é de se cuidar, de se respeitar, de valorizar e de ser feliz. Para gente assim precisa um país mais justo, um lugar bonito para se morar e uma escola ainda mais bonita para os que estão e os que vão chegar. Depois de tanto trabalho e de repetidas caminhadas até a escola, dessas loucuras de fim de noite escrevendo, estudando, lendo o máximo possível, essa gente está cansada. O que ela deseja, Presidente? Talvez adivinhe o que ela deseja depois desse diploma entre a escola e a lida. Essa gente quer garantir que a seus filhos seja dado o direito de optar entre o estudo ou o trabalho, não os dois de uma vez, porque assim eles podem aproveitar mais dignamente “essa força”, a mesma que fez do senhor o nosso Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Alunos do Colégio Manoel Mangueira, em Cajazeiras - PB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35529295-7468451606952510986?l=nucomaminhamusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/7468451606952510986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35529295&amp;postID=7468451606952510986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/7468451606952510986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/7468451606952510986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/2007/01/essa-fora-por-adalberto-dos-santos.html' title='ESSA FORÇA - Por Adalberto dos Santos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_suO_FpTnsdk/RbrBSSD1ybI/AAAAAAAAAAM/_LeV-QZ-jTQ/s72-c/ALUNOS+MANOEL+MANGUEIRA+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35529295.post-116001827517871891</id><published>2006-10-05T01:17:00.000-02:00</published><updated>2006-10-05T01:17:55.183-02:00</updated><title type='text'>Teste</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Estamos em Teste!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35529295-116001827517871891?l=nucomaminhamusa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/feeds/116001827517871891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35529295&amp;postID=116001827517871891&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/116001827517871891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35529295/posts/default/116001827517871891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucomaminhamusa.blogspot.com/2006/10/teste.html' title='Teste'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
